<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><rss xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/" xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/" xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom" version="2.0" xmlns:itunes="http://www.itunes.com/dtds/podcast-1.0.dtd" xmlns:googleplay="http://www.google.com/schemas/play-podcasts/1.0"><channel><title><![CDATA[textinhos]]></title><description><![CDATA[poeminhas, reflexões e mais algumas coisas]]></description><link>https://www.textinhos.com.br</link><image><url>https://substackcdn.com/image/fetch/$s_!eoy3!,w_256,c_limit,f_auto,q_auto:good,fl_progressive:steep/https%3A%2F%2Fsubstack-post-media.s3.amazonaws.com%2Fpublic%2Fimages%2F388bc149-8c4a-4d5a-b1f0-c8a666a33c32_1200x1200.png</url><title>textinhos</title><link>https://www.textinhos.com.br</link></image><generator>Substack</generator><lastBuildDate>Wed, 06 May 2026 22:03:15 GMT</lastBuildDate><atom:link href="https://www.textinhos.com.br/feed" rel="self" type="application/rss+xml"/><copyright><![CDATA[Gabriel Goes]]></copyright><language><![CDATA[pt]]></language><webMaster><![CDATA[textinhos@substack.com]]></webMaster><itunes:owner><itunes:email><![CDATA[textinhos@substack.com]]></itunes:email><itunes:name><![CDATA[Gabriel Goes]]></itunes:name></itunes:owner><itunes:author><![CDATA[Gabriel Goes]]></itunes:author><googleplay:owner><![CDATA[textinhos@substack.com]]></googleplay:owner><googleplay:email><![CDATA[textinhos@substack.com]]></googleplay:email><googleplay:author><![CDATA[Gabriel Goes]]></googleplay:author><itunes:block><![CDATA[Yes]]></itunes:block><item><title><![CDATA[#10 | casa de papel]]></title><description><![CDATA[teto de adamantium]]></description><link>https://www.textinhos.com.br/p/10-casa-de-papel</link><guid isPermaLink="false">https://www.textinhos.com.br/p/10-casa-de-papel</guid><dc:creator><![CDATA[Gabriel Goes]]></dc:creator><pubDate>Sat, 27 Jul 2024 12:09:10 GMT</pubDate><enclosure url="https://substack-post-media.s3.amazonaws.com/public/images/54bfe23e-8c49-4868-8bea-94df060f1443_1100x200.png" length="0" type="image/jpeg"/><content:encoded><![CDATA[<p>10 volumes. quem diria&#8230;</p><p>boa leitura!</p><h2><strong>A nave vazia perdida no infinito</strong></h2><p>Por Gabriel Goes</p><div class="preformatted-block" data-component-name="PreformattedTextBlockToDOM"><label class="hide-text" contenteditable="false">Text within this block will maintain its original spacing when published</label><pre class="text">Futuro imperfeito:
J&#225; existiu vida na Terra?
Olho em volta e n&#227;o vejo nada
O vazio radioativo
E a vida ausente

-

Subo na velha nave
Minha casa que corta dimens&#227;o
&#201; hora de voltar aos confins das estrelas

Atravesso infind&#225;veis gal&#225;xias
Acumulo ganhos marginais 
Em esfor&#231;os extradimensionais

A anos-luz daqui, meu pr&#243;prio brilho come&#231;a a apagar
Todo dia fica igual
J&#225; s&#227;o anos demais&#8230;
Eu t&#244; ficando velho ou isso &#233; normal?

Vagueando por a&#237; encontro das coisas mais peculiares:
Planetas com dois s&#243;is
Alien&#237;genas com mais gravitas que humanos
Bobos apaixonados rindo pro nada
Ruas desertas em para&#237;sos apocal&#237;pticos
Fragmentos de mim
Peda&#231;os da Terra

No infinito do espa&#231;o, vejo tornar-me um nada
Sinto-me sozinho em meio a tantas estrelas
Mas no espa&#231;o aqui de dentro
Eu carrego o infinito
E o infinito me carrega em um dia ap&#243;s o outro

Como poderia eu ser um nada
Se eu sinto tudo
E o tudo sou eu?

Minha nave cansada pede dois altos
Um dia explodo junto com ela:
Aperta a arruela
Pressiona a v&#225;lvula do propulsor

Sem mais buraco de minhoca
Sem mais viagem na velocidade da luz 
Quero uma c&#225;psula de fuga
Pra de todas essas coisas que sinto poder ejetar

A Terra me persegue
O que eu sinto se apodera de mim
E quanto mais eu tento fugir 
Mais ela planta uma bandeira na minha cabe&#231;a
Mais eu quero voltar pra casa

-

Futuro mais que perfeito:
Um dia fazer que nem &#205;caro
E rumar em dire&#231;&#227;o a algum sol</pre></div><h2><strong>Navegando entre a incerteza e o sentido</strong></h2><p>Por T&#225;ssia Bezerra</p><div class="preformatted-block" data-component-name="PreformattedTextBlockToDOM"><label class="hide-text" contenteditable="false">Text within this block will maintain its original spacing when published</label><pre class="text">No &#250;ltimo s&#225;bado, completei 35 anos e a conclus&#227;o que cheguei analisando a minha vida em retrospecto at&#233; o momento presente &#233; que certezas n&#227;o podem ser capturadas. Pelo menos n&#227;o por mim. Elas nunca fizeram parte da minha vida. Por favor, n&#227;o confundir: eu tenho a certeza de qual vida quero viver que &#233; justamente a que abra&#231;o e vivo, mas estou em um constante estado de imperman&#234;ncia. 

Planejar a vida &#233; um privil&#233;gio, a maioria das pessoas planejam a sua rea&#231;&#227;o aos acontecimentos da vida. Assim tem sido comigo, planejando a minha rea&#231;&#227;o aos meus lutos estruturantes e a cada mudan&#231;a que for&#231;adamente me atravessa. Joan Didion captura bem esse sentimento no livro &#8216;O Ano do Pensamento M&#225;gico&#8217;, ela escreveu &#8220;A vida muda num instante. Voc&#234; se senta para jantar, e aquela vida que voc&#234; conhecia acaba de repente&#8221;. Eu n&#227;o sou muito de brigar com o destino, talvez essa seja a minha forma de confiar em Deus. 

Depois de estar cinco anos bem adaptada em Niter&#243;i, o melhor caminho que se apresentou para minha vida neste momento foi uma mudan&#231;a para S&#227;o Paulo. &#8216;Caminante, no hay camino. Se hace camino al andar&#8217; &#233; meu lema e aqui estou caminhando, buscando e conseguindo ter uma vida satisfat&#243;ria, mas com muita nebulosidade pela frente. Est&#225; na moda ser estoico, mas j&#225; sigo essa tend&#234;ncia h&#225; alguns anos como modo de sobreviv&#234;ncia. 

Recentemente, estou fazendo um curso de &#8216;Gerenciamento da Felicidade&#8217; disponibilizado pela plataforma EaD da Harvard Business School. Em um m&#243;dulo, o tutor explica que as pessoas geralmente encontram um sentido mais profundo em suas vidas quando enfrentam situa&#231;&#245;es desafiadoras. Naturalmente, tendemos a evitar dificuldades porque as associamos com infelicidade e sofrimento. No entanto, &#233; por meio dos desafios que descobrimos o verdadeiro significado da vida. E &#233; justamente esse significado que nos leva &#224; verdadeira felicidade. Assim, de forma paradoxal, para alcan&#231;ar a felicidade, precisamos enfrentar e superar momentos de incerteza.

*O sentido ou prop&#243;sito, ou simplesmente uma vida boa de ser vivida*

Gosto de estudar cientificamente sobre bem-estar porque &#8216;buscar uma vida boa de ser vivida apesar de&#8230;&#8217; sempre foi uma postura central do meu car&#225;ter. Neste mesmo curso, s&#227;o colocados em pauta tanto os fil&#243;sofos antigos como os investigadores modernos sobre a felicidade. Na cultura moderna, tendemos a pensar na 'hedonia' como o impulso para se sentir bem e na 'eudaimonia' como o impulso para sentir um prop&#243;sito. Ambas palavras gregas, hedonia e eudaimonia, eram conceitos de prazer e significado ao servi&#231;o daquilo que os gregos mais debatiam: a vida que vale a pena ser vivida. E acho que aqui podemos fazer um salto contempor&#226;neo para Soul, um filme da Pixar, que pra mim &#233; a forma mais l&#250;dica de falar que o &#8216;sentido da vida&#8217; &#233; justamente encher de significado pessoal suas rela&#231;&#245;es, suas experi&#234;ncias e seu contato com a comunidade. Tudo isso se torna, assim, o verdadeiro prop&#243;sito estarmos aqui. Esse &#233; o meu exerc&#237;cio para afastar o receio das incertezas e ser grata por tudo o que tenho vivido e alcan&#231;ado at&#233; aqui. 

Espero que esse texto te ajude a navegar pelo seu mar de incertezas tamb&#233;m. :)</pre></div><div><hr></div><p>obrigado por nos acompanhar hoje! bom fim de semana!</p><p><strong>vejo voc&#234; na pr&#243;xima edi&#231;&#227;o de textinhos! :)</strong></p><p>teremos mais duas edi&#231;&#245;es, fechando doze volumes de textinhos (1 ano) e depois entraremos em hiato - vejo voc&#234; por aqui nos nossos &#250;ltimos dois rodeios?</p><div class="subscription-widget-wrap-editor" data-attrs="{&quot;url&quot;:&quot;https://www.textinhos.com.br/subscribe?&quot;,&quot;text&quot;:&quot;Inscrever-se&quot;,&quot;language&quot;:&quot;en&quot;}" data-component-name="SubscribeWidgetToDOM"><div class="subscription-widget show-subscribe"><div class="preamble"><p class="cta-caption">obrigado por ler <strong>textinhos</strong>! caso voc&#234; ainda n&#227;o tenha se inscrito, &#233; s&#243; preencher a caixinha abaixo! :)</p></div><form class="subscription-widget-subscribe"><input type="email" class="email-input" name="email" placeholder="Type your email&#8230;" tabindex="-1"><input type="submit" class="button primary" value="Inscrever-se"><div class="fake-input-wrapper"><div class="fake-input"></div><div class="fake-button"></div></div></form></div></div>]]></content:encoded></item><item><title><![CDATA[#9 | pinta-me de todas as cores]]></title><description><![CDATA[colore-me com os teus tons]]></description><link>https://www.textinhos.com.br/p/9-pinta-me-de-todas-as-cores</link><guid isPermaLink="false">https://www.textinhos.com.br/p/9-pinta-me-de-todas-as-cores</guid><dc:creator><![CDATA[Gabriel Goes]]></dc:creator><pubDate>Sat, 27 Apr 2024 12:09:34 GMT</pubDate><enclosure url="https://substack-post-media.s3.amazonaws.com/public/images/54bfe23e-8c49-4868-8bea-94df060f1443_1100x200.png" length="0" type="image/jpeg"/><content:encoded><![CDATA[<p>os textinhos de hoje v&#227;o falar da capacidade do amor em nos transformar e seu poder de ressignificar o resto das nossas vidas</p><p>por isso mesmo dedico essa edi&#231;&#227;o ao meu amigo Kau&#234; e a Bruna, a quem o destino uniu e est&#227;o prestes a unir seus amores hoje em matrim&#244;nio &#10084;&#65039;</p><p>boa leitura!</p><h2><strong>Sonho em Technicolor</strong></h2><p>Por Gabriel Goes</p><div class="preformatted-block" data-component-name="PreformattedTextBlockToDOM"><label class="hide-text" contenteditable="false">Text within this block will maintain its original spacing when published</label><pre class="text">Desde quando aprendi a ver
Tudo sempre foi preto carv&#227;o 
Misturado com branco nuvioso
Fundido em cinza sem vida

At&#233; que um dia te vi atravessar a sala
Um risco de negativo mal manuseado
O prisma que coloriu toda a tela

Aquela noite eu sonhei
Sonhei em Technicolor

Eu era um s&#243;
at&#233; tu me fragmentar
Em um milh&#227;o de cor e vida

At&#233; um dalt&#244;nico consegue ver
O preto deu lugar ao amarelo solar
Do branco nasceu o azul celeste
O cinza fez correr vermelho escarlate

Ah, vida...
Por que acordar?
Eu quero voltar a sonhar

Nem que eu tenha que te refazer em rotoscopia
Redesenhar tudo em pintura matte
E encontrar algu&#233;m pra te interpretar

E quando o sonho acabar?

Quando eu levantar e te encontrar
Voc&#234; vai ser&#8230;
Um zumbi em CGI?
Um replicante neon?
Um terror do Carpenter?

Um fragmento de melancolia urbana?
Um romance complicado?
Um curta experimental?

Ou s&#243; um cinza lavado?</pre></div><h2>T&#237;tulo: Pintura em vermelho</h2><p>Por An&#244;nimo</p><div class="preformatted-block" data-component-name="PreformattedTextBlockToDOM"><label class="hide-text" contenteditable="false">Text within this block will maintain its original spacing when published</label><pre class="text">O sangue da bochecha que um dia era deixa,
Singela e intr&#237;nseca, disfar&#231;ada.
Um toque na m&#227;o, uma brincadeira, piada.
S&#227;o hoje memorias que afora se queixa.

A cor de uma unha, um fio de cabelo,
uma tatuagem na pele, uma tinta no pelo.
Cor viva que n&#227;o me recordo,
mas conhe&#231;o bem, at&#233; o cheiro.

A vida tem cor mas eu j&#225; n&#227;o a vejo,
A eleg&#226;ncia do preto ou o verde da esperan&#231;a,
Os meus olhos um dia castanhos 
que s&#227;o apenas lembran&#231;a

Sem conseguir sequer olhar no espelho
agora n&#227;o sou mais o mesmo
Antes eu era um, hoje sou meio
Porque tudo que eu vejo me lembra vermelho.</pre></div><div><hr></div><p>obrigado por nos acompanhar hoje! bom fim de semana!</p><p><strong>vejo voc&#234; na pr&#243;xima edi&#231;&#227;o de textinhos! :)</strong></p><div class="subscription-widget-wrap-editor" data-attrs="{&quot;url&quot;:&quot;https://www.textinhos.com.br/subscribe?&quot;,&quot;text&quot;:&quot;Inscrever-se&quot;,&quot;language&quot;:&quot;en&quot;}" data-component-name="SubscribeWidgetToDOM"><div class="subscription-widget show-subscribe"><div class="preamble"><p class="cta-caption">obrigado por ler <strong>textinhos</strong>! caso voc&#234; ainda n&#227;o tenha se inscrito, &#233; s&#243; preencher a caixinha abaixo! :)</p></div><form class="subscription-widget-subscribe"><input type="email" class="email-input" name="email" placeholder="Type your email&#8230;" tabindex="-1"><input type="submit" class="button primary" value="Inscrever-se"><div class="fake-input-wrapper"><div class="fake-input"></div><div class="fake-button"></div></div></form></div></div>]]></content:encoded></item><item><title><![CDATA[#8 | feliz ano novo]]></title><description><![CDATA[&#127878;]]></description><link>https://www.textinhos.com.br/p/8-feliz-ano-novo</link><guid isPermaLink="false">https://www.textinhos.com.br/p/8-feliz-ano-novo</guid><dc:creator><![CDATA[Gabriel Goes]]></dc:creator><pubDate>Sat, 30 Dec 2023 12:09:32 GMT</pubDate><enclosure url="https://substack-post-media.s3.amazonaws.com/public/images/54bfe23e-8c49-4868-8bea-94df060f1443_1100x200.png" length="0" type="image/jpeg"/><content:encoded><![CDATA[<p>Gabriel olha pro teto e co&#231;a seus l&#225;bios ressecados pensando em algo pra escrever aqui.</p><p>ele n&#227;o consegue pensar em nada nesse c&#233;rebro liso que nem peito de frango.</p><p>bom, boa leitura.</p><p><strong>alerta de gatilho</strong>: se a sa&#250;de mental n&#227;o t&#225; em dia, talvez seja melhor pular pro segundo textinho desse volume.</p><h2><strong>Paz pra uma alma inquieta e uma mente perturbada</strong></h2><p>Por Gabriel Goes</p><div class="preformatted-block" data-component-name="PreformattedTextBlockToDOM"><label class="hide-text" contenteditable="false">Text within this block will maintain its original spacing when published</label><pre class="text">Quase fui
E voc&#234; me deixou aqui 
Algumas vezes j&#225;
De tantas formas&#8230; 

Voc&#234; me deixou sem ar
Voc&#234; me deixou afogar 
Voc&#234; deixou meu cora&#231;&#227;o me paralisar e todo meu corpo tomar

A dilata&#231;&#227;o do tempo me derrete e desfaz
O nada constante some 
O tudo t&#225; invadindo minha mente nesse instante

D&#225; pra sentir tudo
Cada giro do pneu
Cada batida do cora&#231;&#227;o
A press&#227;o caindo
O mundo apagando

Vem aqui, me leva embora

N&#227;o, n&#227;o

Vai embora, me deixa em paz

Me d&#225; mais tempo
Pra agir
Insistir
Consertar
Cuidar
E amar

Eu sei que uma hora eu finalmente vou
E sei que voc&#234; vai estar l&#225; comigo
Na derradeira hora tu me estende a m&#227;o 
Pra eu poder apertar
E paz encontrar </pre></div><h2>Abra&#231;o</h2><p>Por Victor Nascimento</p><div class="preformatted-block" data-component-name="PreformattedTextBlockToDOM"><label class="hide-text" contenteditable="false">Text within this block will maintain its original spacing when published</label><pre class="text">Vi-te sorrir daqui. Em mim submerso, 
Toco a profunda luz que vem de Antares.
Entrela&#231;ados, tontos olhares,
Vejo em ti a cicatriz do meu reverso.

E a beleza que chega do universo,
Nume de &#225;urea esperan&#231;a em s&#243;is milhares,
Poder&#225; encher a tira de um vil verso,
Mas n&#227;o o calor dos nossos bons amares;

Em verdade tu nunca foste meu,
E, por motivo fr&#237;volo qualquer,
Tamb&#233;m n&#227;o sou completamente teu;

Mas no grande festim desse querer,
E no segundo eterno que o regeu,
Sinto a manh&#227; de minha&nbsp;calma&nbsp;nascer. </pre></div><div><hr></div><p><em>obrigado por ter acompanhado <strong>textinhos </strong>em 2023!</em></p><p>compartilhar esse espa&#231;o de reflex&#227;o e carinho com algumas das minhas pessoas preferidas do mundo tem sido muito especial. espero que esteja ressoando a&#237; dentro tamb&#233;m.</p><p>n&#227;o, n&#227;o vou prometer quando vai ser o pr&#243;ximo volume (n&#227;o tenho cumprido as promessas, ent&#227;o melhor nem fazer&#8230;).</p><p><strong>mas de qualquer forma, espero ver voc&#234; aqui de novo em 2024! :)</strong></p><div class="subscription-widget-wrap-editor" data-attrs="{&quot;url&quot;:&quot;https://www.textinhos.com.br/subscribe?&quot;,&quot;text&quot;:&quot;Inscrever-se&quot;,&quot;language&quot;:&quot;en&quot;}" data-component-name="SubscribeWidgetToDOM"><div class="subscription-widget show-subscribe"><div class="preamble"><p class="cta-caption">obrigado por ler <strong>textinhos</strong>! caso voc&#234; ainda n&#227;o tenha se inscrito, &#233; s&#243; preencher a caixinha abaixo! :)</p></div><form class="subscription-widget-subscribe"><input type="email" class="email-input" name="email" placeholder="Type your email&#8230;" tabindex="-1"><input type="submit" class="button primary" value="Inscrever-se"><div class="fake-input-wrapper"><div class="fake-input"></div><div class="fake-button"></div></div></form></div></div>]]></content:encoded></item><item><title><![CDATA[#7 | oi sumid]]></title><description><![CDATA[como c&#234; t&#225;?]]></description><link>https://www.textinhos.com.br/p/7-oi-sumid</link><guid isPermaLink="false">https://www.textinhos.com.br/p/7-oi-sumid</guid><dc:creator><![CDATA[Gabriel Goes]]></dc:creator><pubDate>Sat, 30 Sep 2023 12:09:09 GMT</pubDate><enclosure url="https://substack-post-media.s3.amazonaws.com/public/images/54bfe23e-8c49-4868-8bea-94df060f1443_1100x200.png" length="0" type="image/jpeg"/><content:encoded><![CDATA[<p>desculpa.</p><p>contratempos aconteceram e n&#227;o teve textinho m&#234;s passado.</p><p>espero que esse volume compense.</p><h2><strong>Trama aristot&#233;lica</strong></h2><p>Por Gabriel Goes</p><div class="preformatted-block" data-component-name="PreformattedTextBlockToDOM"><label class="hide-text" contenteditable="false">Text within this block will maintain its original spacing when published</label><pre class="text"><em>Ato I - Constru&#231;&#227;o</em>
O dia tava azul
Tinha um girassol bonito se abrindo na janela

Do nada eu vim
Montado e colado junto com um pedacinho de tudo
As pessoas vieram a mim
Eu fui at&#233; elas
E elas me trouxeram tudo
Coisas demais

<em>Ato II - Confronto</em>
O dia ficou cinza 
O girassol se prepara pra tempestade

Tempo vai 
Tempo vem
Muito tempo 

Foi atitude tempestiva
Em dia de sol 
Fez amor caloroso
Em dia de frio

A monotonia do meio dessa trama aristot&#233;lica
Leva todo mundo embora
E me abandona a vaguear

O que voc&#234;s escondiam dentro de si?

As areias do tempo continuam a passar
E me arrasta pro cl&#237;max que muda meu status quo
Tempo diferente
Eu diferente

<em>Ato III - Resolu&#231;&#227;o</em>
Dia amarelo
O girassol morreu, que nem amor esquecido de regar

Aqui no terceiro ato
Ser&#225; que d&#225; pra pedir tr&#234;s altos?
Pro fim prolongar a chegar
N&#227;o, n&#227;o d&#225;&#8230;

Pr&#233;dios a beira-mar 
Me fazem sonhar
Lembrar

Dos dias de Salvador 
Dos dias sem dor
Dos dias sem culpa
Dos dias que se foram

A moral da hist&#243;ria me faz refletir 
Ela n&#227;o t&#225; escrita em rodap&#233;
A &#250;ltima parte dessa trama
Diz s&#243; pra continuar</pre></div><h2>[1 - do avesso para o novo come&#231;o]</h2><p>Por An&#244;nimo</p><div class="preformatted-block" data-component-name="PreformattedTextBlockToDOM"><label class="hide-text" contenteditable="false">Text within this block will maintain its original spacing when published</label><pre class="text">Algum dia a vida vai te chacoalhar 
Sem nenhum aviso pr&#233;vio 
Ou notifica&#231;&#227;o no celular 

A vida vai te virar de ponta cabe&#231;a
Pedindo para voc&#234; recome&#231;ar 

Voc&#234; vai mudar algo rotineiro, o seu cabelo e at&#233; mesmo de endere&#231;o

Voc&#234; vai questionar, duvidar e at&#233; mesmo demorar para encarar

Mas ao virar
A p&#225;gina em branco est&#225; cheia de novos come&#231;os </pre></div><h2>[2 - no barulho do vazio]</h2><p>Por An&#244;nimo</p><div class="preformatted-block" data-component-name="PreformattedTextBlockToDOM"><label class="hide-text" contenteditable="false">Text within this block will maintain its original spacing when published</label><pre class="text">Na sala cheia de m&#243;veis 
O vazio tomou conta 
As conversas n&#227;o foram ditas
As emo&#231;&#245;es seguiram ignoradas 

Livros deixaram de contar hist&#243;rias 
O sil&#234;ncio incomodou mais que o barulho 

Talvez agora seja o momento de arriscar
Descartar todos os ru&#237;dos

Para assim remar 
E chegar em um novo ciclo </pre></div><h2>[3 - mudan&#231;as]</h2><p>Por An&#244;nimo</p><div class="preformatted-block" data-component-name="PreformattedTextBlockToDOM"><label class="hide-text" contenteditable="false">Text within this block will maintain its original spacing when published</label><pre class="text">Ela mudou o cabelo 
De endere&#231;o 
E comprou novos livros

Mudou de h&#225;bitos 
Conheceu lugares desconhecidos
Provou do incomum 

Ela mudou de postura 
Mas nunca deixou de olhar com ternura 

Ela entendeu que o 
Recome&#231;o precisa do fim para existir 
&#201; assim que os ciclos funcionam

Ela foi sem medo
Seguiu por outro caminho 
Olhou para tr&#225;s algumas vezes 

Mas o que estava pela frente
Sempre interessou mais</pre></div><div><hr></div><p><em>obrigado por ter nos acompanhando nesse volume!</em> temos um encontro marcado no dia 28 de outubro, pontualmente &#224;s 09h09, na sua caixa de entrada. <strong>at&#233; l&#225;!</strong></p><div class="subscription-widget-wrap-editor" data-attrs="{&quot;url&quot;:&quot;https://www.textinhos.com.br/subscribe?&quot;,&quot;text&quot;:&quot;Inscrever-se&quot;,&quot;language&quot;:&quot;en&quot;}" data-component-name="SubscribeWidgetToDOM"><div class="subscription-widget show-subscribe"><div class="preamble"><p class="cta-caption">obrigado por ler <strong>textinhos</strong>! caso voc&#234; ainda n&#227;o tenha se inscrito, &#233; s&#243; preencher a caixinha abaixo! :)</p></div><form class="subscription-widget-subscribe"><input type="email" class="email-input" name="email" placeholder="Type your email&#8230;" tabindex="-1"><input type="submit" class="button primary" value="Inscrever-se"><div class="fake-input-wrapper"><div class="fake-input"></div><div class="fake-button"></div></div></form></div></div>]]></content:encoded></item><item><title><![CDATA[#6 | é um textinho de amor, meu doutor]]></title><description><![CDATA[pelo menos eu acho que &#233;]]></description><link>https://www.textinhos.com.br/p/6-e-um-textinho-de-amor-meu-doutor</link><guid isPermaLink="false">https://www.textinhos.com.br/p/6-e-um-textinho-de-amor-meu-doutor</guid><dc:creator><![CDATA[Gabriel Goes]]></dc:creator><pubDate>Sat, 29 Jul 2023 12:09:11 GMT</pubDate><enclosure url="https://substack-post-media.s3.amazonaws.com/public/images/54bfe23e-8c49-4868-8bea-94df060f1443_1100x200.png" length="0" type="image/jpeg"/><content:encoded><![CDATA[<p>hoje &#233; sem blablabla.</p><p>toma um golinho de caf&#233; e vem ler o volume 6 de textinhos. &#129782;&#127996;</p><h2><strong>Sobre coisas que nunca acabam</strong></h2><p>Por Gabriel Goes</p><div class="preformatted-block" data-component-name="PreformattedTextBlockToDOM"><label class="hide-text" contenteditable="false">Text within this block will maintain its original spacing when published</label><pre class="text"><em>Pr&#243;logo</em>
Voc&#234; quer saber tudo o que eu sinto por voc&#234;?
J&#225; contemplou o infinito?
&#192;s vezes, eu sim
Tem toda a dor do universo
Mas tem todo o amor tamb&#233;m

<em>Parte I - Nada acaba</em>
Nada acaba, meu bem
Nada nunca acaba
Eu j&#225; fui muitas vers&#245;es de mim
Com as mais diversas incertezas
S&#243; que d&#250;vidas que perduram tempo demais
Acabam se transformando em certezas

Voc&#234; &#233; a minha melhor hist&#243;ria de amor
&#201; a pior coisa de todas
&#201; a melhor coisa de todas
A que eu transformaria num filme clich&#234;
Cheio de encontros e desencontros
Pra algu&#233;m assistir num fim de domingo
E reclamar depois

O meu sonho adolescente
A melhor vis&#227;o da minha juventude
A manifesta&#231;&#227;o f&#237;sica do meu sentimento mais intenso
A outra metade que Zeus arrancou de mim
O amor da minha vida

Eu amo teu sorriso
E te amar &#233; uma coisa dif&#237;cil
Eleva meu estado de ser
E abre o medo que nunca senti por ningu&#233;m
Medo de te perder

Eu vejo uma mir&#237;ade de coisas na minha cabe&#231;a
Eu vejo filmes de romance
O que eu queria mesmo era ver voc&#234; antes do p&#244;r-do-sol
O azul do c&#233;u
O sol banhando teu rosto
Iluminando tudo aquilo que eu tentei enterrar

Eu sei que s&#243; vou estar completo quando tiver voc&#234;
Mas &#233; esse o ponto: eu sempre tive
Pelo menos aqui dentro
Nos meus pensamentos

<em>Parte II - Nada nunca acaba</em>
Nossas almas pertencem lado a lado junto ao infinito
Eu sei disso
A eternidade sussurra no meu ouvido
E &#233; a tua voz que eu escuto

As horas passam, levando os anos embora
E talvez a melhor hora n&#227;o seja agora
E talvez tenha outras pessoas pelo caminho
O que &#233; me conforta &#233; que
Algumas coisas nunca acabam

Seria bom se de vez em quando as coisas acabassem
Eu te procuro em todo canto
N&#227;o &#233; justo viver com esse buraco permanente
Da falta dos teus instantes
Que enchem o meu esp&#237;rito
Espero um dia ser capaz de fechar esse ciclo

Esse poema era pra voc&#234; se apaixonar por mim
De novo, e de novo
Mas quem acaba se apaixonando mais sou eu
De novo, e de novo
Ontem, hoje ou amanh&#227;
Onde quer que seja

<em>Ep&#237;logo</em>
Te miro sob os olhos infinito
Quando fecho os meus
E no infinito eu s&#243; encontro voc&#234;
De novo, e de novo</pre></div><h2>A verdadeira hist&#243;ria do Inverno indo embora</h2><p>Por Clari Magalh&#227;es</p><p>Havia muito barulho e uma movimenta&#231;&#227;o enorme no jardim de Pers&#233;fone. Algumas flores voavam com o vento e faziam o mesmo caminho que uma adolescente de quinze anos fazia, enquanto corria &#224;s gargalhadas.</p><p>&#8212; Volte aqui, Ivy!</p><p>&#8212; Deixe-me em paz, Vera! Por favor!</p><p>Mas Vera simplesmente adorava pirra&#231;ar seu crush supremo, o doce e reservado Inverno. Ela corria enquanto soprava-lhe flores e mais flores, e Ivy tossia com tanto p&#243;len ao redor de seu nariz. N&#227;o &#233; como se Ivy n&#227;o gostasse dela. Vera era uma hippie cheia de flores na cabe&#231;a, trajava um vestido de seda branco e o cabelo parecia estar sempre voando atrav&#233;s dos cachinhos que, embora n&#227;o fosse dizer em voz alta, eram um amor. Vera ent&#227;o jogou-se por cima do magrelo do Ivy no meio do gramado.</p><p>&#8212; Opa, desculpa!</p><p>E ent&#227;o, ela soltou uma risadinha.</p><p>Ivy tentou n&#227;o se concentrar no quanto Vera era cheirosa, mas foi bem dif&#237;cil com toda aquela situa&#231;&#227;o. Ele limitou-se a desviar os olhos para outra dire&#231;&#227;o.</p><p>&#8212; Por que voc&#234; tem sempre que ir embora, Ivy?</p><p>&#8212; Porque &#233; assim que tem que ser.</p><p>&#8212; N&#227;o tem n&#227;o. Voc&#234; pode ficar.</p><p>Vera esbo&#231;ou um sorriso e covinhas apareceram.</p><p>&#8212; Acho que nunca lhe disse, mas adoro seu cabelo azul.</p><p>&#8212; Voc&#234; disse isso cinco minutos atr&#225;s.</p><p>&#8212; Foi mesmo?</p><p>&#8212; Foi.</p><p>&#8212; Fica mais, Ivy, por favor.</p><p>&#8212; J&#225; disse que n&#227;o posso.</p><p>&#8212; E se eu lhe der uma flor azul?</p><p>&#8212; Vera, n&#227;o come&#231;a...</p><p>&#8212; Por favorzinho!</p><p>&#8212; Vera, sai de cima de mim, eu tenho que ir embora.</p><p>&#8212; E se eu lhe der um beijo?</p><p>&#8212; Vera....</p><p>&#8212; E se eu colocar um batom azul?</p><p>&#8212; Vera&#8230; Est&#225;... me... sufocando...</p><p>Os olhos de Vera estavam perigosamente perto.</p><p>Ela havia se esparramado na barriga de Ivy.</p><p>&#8212; Ivy, s&#243; mais um pouquinho...</p><p>&#8212; J&#225;... disse&#8230; que&#8230; n&#227;o posso!</p><p>&#8212; Por qu&#234;?</p><p>&#8212; P&#243;len! Alergia! ATCHIM!</p><h2>Met&#225;foras</h2><p>Por Rigel Castelo</p><div class="preformatted-block" data-component-name="PreformattedTextBlockToDOM"><label class="hide-text" contenteditable="false">Text within this block will maintain its original spacing when published</label><pre class="text">Meu amor. De todas filosofias e alegorias eu sempre repeti a mesma, tentando convencer ningu&#233;m al&#233;m de mim mesmo, que o amor era fogo. Intenso, bruxuleante, queimando forte, podendo ferir ou aquecer.

&#193;gua. Enquanto a chuva corria no meu rosto eu percebi: Meu amor nunca foi fogo. Meu amor &#233; &#225;gua:

Meu amor n&#227;o queima e n&#227;o arde, apesar de intenso. Ele sacia e acalma. Mas as vezes transborda e afoga.

&#193;gua limpa, assim como um banho, de feridas passadas e relacionamentos imundos. Refresca no calor e esquenta no frio, como um ch&#225;.

Meu amor vem em diversas formas, como uma chuva ou uma tempestade, pode ser &#225;gua ou pode ser gelo. Pode ter at&#233; diversas formas, a depender de onde eu colocar.

&#193;gua, tem pessoas que acham &#225;gua sem gra&#231;a, tem pessoas que se esquecem de beber, tem pessoas que at&#233; gostam, mas ficam saciadas e n&#227;o querem mais.

Meu amor pode ser um oceano atormentado ou pode ser um grande lago, ambos cheios de vida. &#193;gua &#233; isso, mas agua &#233; aquilo tamb&#233;m.

&#193;gua seca. Sempre foi assim, sempre vai ser. &#193;gua ajuda meu lago sobreviver, por&#233;m toda a chuva faz minha &#225;gua evaporar e eu temo pelo dia que eu v&#225; encontrar apenas uma cratera.

Meu amor &#233; &#225;gua. E a maior ironia &#233; eu n&#227;o conseguir entender por que eu tenho tanta sede.</pre></div><div><hr></div><p><em>that's a wrap</em>. nos vemos no dia 26 de agosto, pontualmente &#224;s 09h09, na sua caixa de entrada. <strong>at&#233; l&#225;!</strong></p><div class="subscription-widget-wrap-editor" data-attrs="{&quot;url&quot;:&quot;https://www.textinhos.com.br/subscribe?&quot;,&quot;text&quot;:&quot;Inscrever-se&quot;,&quot;language&quot;:&quot;en&quot;}" data-component-name="SubscribeWidgetToDOM"><div class="subscription-widget show-subscribe"><div class="preamble"><p class="cta-caption">obrigado por ler <strong>textinhos</strong>! caso voc&#234; ainda n&#227;o tenha se inscrito, &#233; s&#243; preencher a caixinha abaixo! :)</p></div><form class="subscription-widget-subscribe"><input type="email" class="email-input" name="email" placeholder="Type your email&#8230;" tabindex="-1"><input type="submit" class="button primary" value="Inscrever-se"><div class="fake-input-wrapper"><div class="fake-input"></div><div class="fake-button"></div></div></form></div></div>]]></content:encoded></item><item><title><![CDATA[#5 | Gabriel diz: Bom dia! ☀️]]></title><description><![CDATA[prometo n&#227;o te dar ghosting se voc&#234; ler esse email]]></description><link>https://www.textinhos.com.br/p/5-gabriel-diz-bom-dia</link><guid isPermaLink="false">https://www.textinhos.com.br/p/5-gabriel-diz-bom-dia</guid><dc:creator><![CDATA[Gabriel Goes]]></dc:creator><pubDate>Sat, 01 Jul 2023 12:09:10 GMT</pubDate><enclosure url="https://substackcdn.com/image/fetch/$s_!eoy3!,w_256,c_limit,f_auto,q_auto:good,fl_progressive:steep/https%3A%2F%2Fsubstack-post-media.s3.amazonaws.com%2Fpublic%2Fimages%2F388bc149-8c4a-4d5a-b1f0-c8a666a33c32_1200x1200.png" length="0" type="image/jpeg"/><content:encoded><![CDATA[<p>j&#225; parou pra pensar o quanto da nossa vida, hoje em dia, t&#225; num aplicativo de mensageria? era assim 10, 20 anos atr&#225;s? isso &#233; bom?</p><p>bom, com certeza vale a pena refletir um pouco.</p><p>mas por hora, arrasta pra cima a notifica&#231;&#227;o do WhatsApp e cola comigo e a Let no volume 5 de textinhos. &#128241;</p><h2><strong>Mensagem cancelada pelo remetente</strong></h2><p>Por Gabriel Goes</p><div class="preformatted-block" data-component-name="PreformattedTextBlockToDOM"><label class="hide-text" contenteditable="false">Text within this block will maintain its original spacing when published</label><pre class="text">Ah, destinat&#225;ria das minhas mensagens&#8230;
Voc&#234; me encantou, paralisou e o som da minha voz arrancou
S&#243; me resta escrever
Um pouco do que sinto e precisava te dizer

Eu sinto tua falta
J&#225; n&#227;o basta sua foto de perfil queimada na minha mem&#243;ria
Aprendi a viver atrav&#233;s da dor
A dor de n&#227;o poder enxergar no fundo dos teus olhos 
Ou de sentir, de verdade, como voc&#234; t&#225; 

&#201;, eu sei
Culpa minha gostar da tua bagun&#231;a
Culpa minha achar que podia te arrumar
Culpa minha gostar do desconforto
E do reconforto de te ouvir cantar

Eu sinto o teu cheiro nas ruas
Pergunto-me se um dia eu te encontro nessa multid&#227;o
Eu te tenho no alcance da m&#227;o
Minhas m&#227;os que me trouxeram at&#233; aqui
Incapaz de me levar pra perto de ti

Na minha cabe&#231;a
Eu e voc&#234; 
Somos a f&#243;rmula de um romance clich&#234; 
Cheio de amor pra gente
Cheio de vergonha alheia pra quem v&#234;

E se eu te abrisse todo meu cora&#231;&#227;o
Voc&#234; esqueceria de me responder e me deixaria esperando?
Voc&#234; me bloquearia ou me amaria tamb&#233;m?
Voc&#234; me quer perto ou prefere me segurar na tua m&#227;o?

Deve ser o meu medo falando
A apreens&#227;o me faz esperar
Eu n&#227;o consigo apertar &#8216;Enviar&#8217;</pre></div><h2>&#128683; mensagem apagada </h2><p>Por Let&#237;cia Ribeiro</p><div class="preformatted-block" data-component-name="PreformattedTextBlockToDOM"><label class="hide-text" contenteditable="false">Text within this block will maintain its original spacing when published</label><pre class="text">queria saber o que voc&#234; escreveu, ou falou
imaginei mil possibilidades, todas boas
talvez a realidade me desapontasse
fico pensando o que pode ter sido,
que no fim voc&#234; achou melhor apagar
o que pode ter sido,
as 3:34 da manh&#227;,
que voc&#234; disse e achou melhor n&#227;o dizer
o que a mensagem apagada evidencia?
o que ela diz sobre voc&#234;, sobre n&#243;s dois?
que voc&#234; mandou errado talvez,
sem querer,
por engano.
que voc&#234; mandou certo,
mas dentro da sua cabe&#231;a concluiu que n&#227;o.
que voc&#234; mandou algo ruim,
e se arrependeu de ter dito algo que poderia machucar.
que voc&#234; mandou algo bom,
no momento errado.
ser&#225; que diz que n&#227;o temos intimidade?
que, o que quer que tenha sido, evidenciava o voc&#234; de verdade que voc&#234; n&#227;o deixa eu conhecer
ou ser&#225; que voc&#234; mandou para a pessoa que voc&#234; acha que eu sou?
e pra mim, a d&#250;vida realmente fica &#233;:
o que vem depois?
esse vai ser o fim?
sem explica&#231;&#227;o, sem satisfa&#231;&#227;o, sem contexto&#8230;
ser&#225; que paramos por a&#237;?
nessa mensagem apagada
que podia ter mil vers&#245;es de ser algo,
e escolheu n&#227;o ser nada?</pre></div><div><hr></div><p>sim, eu sei, atrasei uma semana essa edi&#231;&#227;o. mas o nosso pr&#243;ximo encontro j&#225; t&#225; marcado. nos vemos no dia 29 desse m&#234;s, pontualmente &#224;s 09h09, na sua caixa de entrada. <strong>arrivederci!</strong></p><div class="subscription-widget-wrap-editor" data-attrs="{&quot;url&quot;:&quot;https://www.textinhos.com.br/subscribe?&quot;,&quot;text&quot;:&quot;Inscrever-se&quot;,&quot;language&quot;:&quot;en&quot;}" data-component-name="SubscribeWidgetToDOM"><div class="subscription-widget show-subscribe"><div class="preamble"><p class="cta-caption">obrigado por ler <strong>textinhos</strong>! caso voc&#234; ainda n&#227;o tenha se inscrito, &#233; s&#243; preencher a caixinha abaixo! :)</p></div><form class="subscription-widget-subscribe"><input type="email" class="email-input" name="email" placeholder="Type your email&#8230;" tabindex="-1"><input type="submit" class="button primary" value="Inscrever-se"><div class="fake-input-wrapper"><div class="fake-input"></div><div class="fake-button"></div></div></form></div></div>]]></content:encoded></item><item><title><![CDATA[#4 | buuuuuuuuu 👻]]></title><description><![CDATA[vim do al&#233;m te trazer mais textinhos!]]></description><link>https://www.textinhos.com.br/p/4-buuuuuuuuu</link><guid isPermaLink="false">https://www.textinhos.com.br/p/4-buuuuuuuuu</guid><dc:creator><![CDATA[Gabriel Goes]]></dc:creator><pubDate>Sat, 27 May 2023 12:09:51 GMT</pubDate><enclosure url="https://substack-post-media.s3.amazonaws.com/public/images/54bfe23e-8c49-4868-8bea-94df060f1443_1100x200.png" length="0" type="image/jpeg"/><content:encoded><![CDATA[<p>mais um m&#234;s t&#225; dando tchau e do frio de tremer as v&#233;rtebras de &#732;25&#186; em Itabuna, desejo a voc&#234; boas-vindas. &#127968;</p><p>junte-se a mim e a Bruna no volume 4 de textinhos! &#128071;</p><h2><strong>O len&#231;ol do fantasma</strong></h2><p>Por Gabriel Goes</p><div class="preformatted-block" data-component-name="PreformattedTextBlockToDOM"><label class="hide-text" contenteditable="false">Text within this block will maintain its original spacing when published</label><pre class="text">Eu, um andarilho et&#233;reo
Arrasto esse len&#231;ol rasgado
Queimado pela luz do sol
Sujo, pintado pela poeira do abandono
Buscando a resposta da minha exist&#234;ncia

Depois da vida
Um prisma de confus&#227;o
Me ilumina por dentro desse pano branco
Deixando &#224; vista o anseio intermin&#225;vel que corta meu resto de alma

Ah, que saudade da tua forma infinita
Colorida como uma aurora boreal
Beleza que transcende a trama da vida

Coisa mal resolvida
Os grilh&#245;es que arrasto no al&#233;m-vida
Por voc&#234; eu engano a morte
Mas o tempo vai embora
Assim como o trapo que me cobre

As paredes dos corredores vazios dessa casa mal-assombrada
Sussurram pra mim
Que o al&#233;m &#224; minha forma quer se entrela&#231;ar

Vagueio por a&#237; 
Na expectativa do fim
O len&#231;ol branco j&#225; n&#227;o me cabe mais
O que &#233; que vem depois, pai?

Pra tudo que permanece
Pode n&#227;o existir ponto final
&#201; s&#243; deixar ir

O carretel perdido
O fantasma assombrando o corredor
O luto intermin&#225;vel
O amor sem paralelo

Isso talvez seja parte de existir
<em>[puf]</em></pre></div><h2>O dia depois da alta</h2><p>Por Bruna Ten&#243;rio</p><div class="preformatted-block" data-component-name="PreformattedTextBlockToDOM"><label class="hide-text" contenteditable="false">Text within this block will maintain its original spacing when published</label><pre class="text">Esse texto n&#227;o &#233; fic&#231;&#227;o. Infelizmente n&#227;o levo jeito pra criar personagens. Pois &#233;, voc&#234; est&#225; recebendo um texto sobre uma pessoa que certamente n&#227;o conhece. Ent&#227;o pode interpretar como fantasia, se quiser.

Ouvi a psicanalista me dizer que era pra viver um dia de cada vez. A minha cabe&#231;a j&#225; tinha mapeado em algumas horas todas as possibilidades ruins diante do meu diagn&#243;stico de c&#226;ncer. Tinha me casado h&#225; oito dias quando fui demitida, tamb&#233;m logo depois do bendito diagn&#243;stico.

Consegui entender que a minha cabe&#231;a funciona assim. Como se fosse um raio-x de todas as possibilidades poss&#237;veis para eu achar que controlo alguma coisa quando acontecer. Mas dessa vez todos os meus cen&#225;rios foram projetados muito longe do que aconteceu. Muito.

E assim a gente confirma mesmo n&#227;o ter controle de nada. Os &#250;ltimos anos foram um grande open bar de porrada. Mas e para quem n&#227;o foi, n&#227;o &#233; mesmo? Longe de mim querer fazer disso aqui um texto good vibes pra voc&#234; acordar sorrindo no s&#225;bado. Embora eu ache v&#225;lido que acorde.

No meio dessa porradaria toda acontecendo, as coisas fugiram do que eu havia projetado porque foi pra muito melhor. Todos os efeitos colaterais que tive foram muito menores do que pensei que fosse sentir. Meu relat&#243;rio de alta cita que &#8220;a paciente percorreu o tratamento de forma &#243;tima&#8221;. Me recuperei de uma cirurgia que precisava utilizar um m&#234;s de meia el&#225;stica at&#233; a coxa, em S&#227;o Paulo, e em janeiro &#8211; porque se fosse na minha cidade isso seria banido como a&#231;&#227;o de sa&#250;de p&#250;blica pelos 45&#186; em janeiro.

Teve mais: consegui fazer com que nenhuma bact&#233;ria invadisse meu corpitcho e garanti todas as minhas sess&#245;es de quimioterapia at&#233; o final. Mas a&#237; talvez eu entre numa parte muito pr&#225;tica/descritiva da coisa que &#8211; pasmem &#8211; a gente s&#243; tem alguma no&#231;&#227;o do que &#233; quando passa de uma forma muito pr&#243;xima. Resumidamente, aconteceu comigo 10% do que os m&#233;dicos previam de efeitos colaterais.

N&#227;o levo jeito pra auto-ajuda. Voc&#234; n&#227;o vai ter uma meta pra alcan&#231;ar no fim desse texto e muito menos o QR-code do meu curso. Mas se tem uma coisa que eu tenho na vida &#233; sorte e amor. Sorte de ser filha de Oxum, que descobri ainda pequena ao lado da minha m&#227;e, porque o meu choro era sem fim. E entendi que esse choro &#233; o que transborda das tempestades emocionais de dentro. Chorar &#233; sentir, &#233; se permitir ser vulner&#225;vel, &#233; o que renova. Minha m&#227;e dizia muito &#8220;n&#227;o h&#225; mal que dure para sempre e nem bem que nunca acabe&#8221;. Eu decidi que o c&#226;ncer n&#227;o me definiria e que ele seria atravessado como todos os problemas que tive. E assim fomos. Fomos porque eu n&#227;o fiz nada sozinha e rede de apoio &#233; outro privil&#233;gio e tamb&#233;m outro assunto. Mas a&#237; o Gabriel me chama de novo pra gente fofocar de outra pauta.</pre></div><p><em>Bruninha, mal posso esperar pra te ver aqui de novo. </em>&#129782;&#127996;</p><p>eu e voc&#234;, caro leitor, temos um encontro marcado no &#250;ltimo s&#225;bado de junho, dia 24, pontualmente &#224;s 09h09, na sua caixa de entrada. <strong>see you!</strong></p><div class="subscription-widget-wrap-editor" data-attrs="{&quot;url&quot;:&quot;https://www.textinhos.com.br/subscribe?&quot;,&quot;text&quot;:&quot;Inscrever-se&quot;,&quot;language&quot;:&quot;en&quot;}" data-component-name="SubscribeWidgetToDOM"><div class="subscription-widget show-subscribe"><div class="preamble"><p class="cta-caption">obrigado por ler <strong>textinhos</strong>! caso voc&#234; ainda n&#227;o tenha se inscrito, &#233; s&#243; preencher a caixinha abaixo! :)</p></div><form class="subscription-widget-subscribe"><input type="email" class="email-input" name="email" placeholder="Type your email&#8230;" tabindex="-1"><input type="submit" class="button primary" value="Inscrever-se"><div class="fake-input-wrapper"><div class="fake-input"></div><div class="fake-button"></div></div></form></div></div>]]></content:encoded></item><item><title><![CDATA[#3 | vem cá ☕️]]></title><description><![CDATA[levanta dessa cama!]]></description><link>https://www.textinhos.com.br/p/3-vem-ca</link><guid isPermaLink="false">https://www.textinhos.com.br/p/3-vem-ca</guid><dc:creator><![CDATA[Gabriel Goes]]></dc:creator><pubDate>Sat, 29 Apr 2023 12:09:14 GMT</pubDate><enclosure url="https://substack-post-media.s3.amazonaws.com/public/images/54bfe23e-8c49-4868-8bea-94df060f1443_1100x200.png" length="0" type="image/jpeg"/><content:encoded><![CDATA[<p>espero estar te encontrando em um bom momento. o m&#234;s foi agitado, mas agora &#233; hora de organizar a cabe&#231;a pra maio. <em>it&#8217;s all gonna be ok.</em> &#127808;</p><p>agora, aproveita o volume 3 de textinhos! &#129782;&#127996;</p><h2><strong>Caf&#233; pra n&#243;s dois</strong></h2><p>Por Gabriel Goes</p><div class="preformatted-block" data-component-name="PreformattedTextBlockToDOM"><label class="hide-text" contenteditable="false">Text within this block will maintain its original spacing when published</label><pre class="text">Ei, pera a&#237;
Fecha o olho
E escuta

T&#225; ouvindo? &#8212;
O caos e a calmaria?
O sussurro e o barulho?

&#201; a orquestra da vida
Dando &#224;s boas-vindas a voc&#234;

Vem c&#225;
Senta aqui um pouco
Te fiz caf&#233; e comprei um bolo 

Eu quero te ouvir
Por onde c&#234; passou?
O que tu ouviu?
Como voc&#234; se sentiu?

Aqui tamb&#233;m &#233; tua casa
Eu t&#244; aqui h&#225; algum tempo j&#225;
E fiz espa&#231;o pra voc&#234;

Eu sei
O cora&#231;&#227;o &#224;s vezes palpita demais
A cabe&#231;a n&#227;o cala

"N&#227;o quero mais viver assim"
Voc&#234; acha que n&#227;o tem pra onde ir
Nem sabe como chegar
&#192;s vezes, tu quer, e nem consegue chorar

Ah, eu tamb&#233;m queria entender o que eu sinto
O que eu penso
Pra compartilhar contigo

Fala um pouco comigo
Eu n&#227;o quero mais pensar
Me ajuda a entender
Escreve esse poema voc&#234; 
Eu t&#244; ficando um pouco confuso e n&#227;o quero mais escrever
N&#227;o sei onde isso vai parar
Por favor, faz esse poema acabar

Toma
Nas tuas m&#227;os, um universo inteiro:
Tempo e espa&#231;o 
Um bloco de notas tamb&#233;m

Agora volta l&#225;
Faz o que tu quer
Escreve o que tu sentir
Depois volta aqui e me abre o cora&#231;&#227;o

Eu te sinto, sabe?
Tem algo no teu olhar 
Que esconde a verdadeira felicidade 
De quando a gente conversa num domingo &#224; tarde 
E o tempo passar r&#225;pido demais parece crueldade

Espero voc&#234; aqui
Sentado ou deitado
Onde eu sinto tudo
Nada
Penso al&#233;m
E aqu&#233;m

Mas lembra
O amanh&#227; vem
E a vida vem tamb&#233;m</pre></div><h2>O MEIO.</h2><p>Por Pedro Carba</p><div class="preformatted-block" data-component-name="PreformattedTextBlockToDOM"><label class="hide-text" contenteditable="false">Text within this block will maintain its original spacing when published</label><pre class="text">Durante muito tempo - e muito mesmo - sempre foi c&#244;modo aproveitar e ficar excitado para o final.

A conquista do diploma, a sonhada carteira de habilita&#231;&#227;o, a primeira viagem internacional&#8230;

At&#233; que em uma das minhas in&#250;meras crises de ansiedade e em uma consulta extra com o meu psic&#243;logo lembro dele falar algo como: "Pedro, e o caminho at&#233; chegar onde voc&#234; quer? Voc&#234; est&#225; aproveitando?&#8221; 
E aquilo bateu em mim de uma forma que nunca havia batido antes.

Antes do diploma h&#225; todo um processo (estressante na maioria das vezes), mas tamb&#233;m suas partes boas. Com as amizades que voc&#234; leva pra vida, as gargalhadas que voc&#234; solta por a&#237;, a adapta&#231;&#227;o &#224;quele ambiente totalmente novo a cada semestre junto com as surpresas inesperadas e que no futuro viram apenas boas risadas sobre como aquilo foi cheio de estresse.

O meio tamb&#233;m est&#225; em cada aula te&#243;rica &#8220;insuport&#225;vel&#8221; que voc&#234; faz na auto escola at&#233; finalmente poder ir para a pr&#225;tica e ter a "incerteza" acompanhada de uma leve frio na barriga de saber se vai ser aprovado(a) ou n&#227;o.

Esses s&#227;o os meios.
Os caminhos entre seus objetivos e as metas que voc&#234; tra&#231;a.

Muitas vezes n&#227;o curtimos com toda profundidade todas as experi&#234;ncias incr&#237;veis que est&#227;o ali presentes quando voc&#234; s&#243; pensamos no final.

No resultado.
No objetivo.

Seria de fato, um tanto hipocrisia dizer que o objetivo n&#227;o &#233; importante, mas o ponto aqui &#233;:

Quantos objetivos voc&#234; vai precisar ter depois de alcan&#231;ar o pr&#243;ximo sem aproveitar cada passo que voc&#234; d&#225; enquanto chega l&#225;?

Sem caminho n&#227;o h&#225; chegada.
N&#227;o h&#225; fim, h&#225; apenas uma corrida desenfreada por mais, mais e mais. 
E mais parece ser bom, mas quando voc&#234; deixa de ver a beleza do caminho e observar ao redor para chegar apenas ao final, voc&#234; coloca uma venda nos olhos e seu &#250;nico objetivo &#233; ter mais um objetivo.

Que sejamos ent&#227;o&nbsp;subjetivos.

Pedro Carba
10 de&nbsp;Abril&nbsp;de&nbsp;2023.</pre></div><p><em>that&#8217;s all folks. bom feriad&#227;o!</em></p><p>vejo voc&#234; no &#250;ltimo s&#225;bado de maio, dia 27, pontualmente &#224;s 09h09, na sua caixa de entrada. <strong>at&#233; l&#225;!</strong></p><div class="subscription-widget-wrap-editor" data-attrs="{&quot;url&quot;:&quot;https://www.textinhos.com.br/subscribe?&quot;,&quot;text&quot;:&quot;Inscrever-se&quot;,&quot;language&quot;:&quot;en&quot;}" data-component-name="SubscribeWidgetToDOM"><div class="subscription-widget show-subscribe"><div class="preamble"><p class="cta-caption">obrigado por ler <strong>textinhos</strong>! caso voc&#234; ainda n&#227;o tenha se inscrito, &#233; s&#243; preencher a caixinha abaixo! :)</p></div><form class="subscription-widget-subscribe"><input type="email" class="email-input" name="email" placeholder="Type your email&#8230;" tabindex="-1"><input type="submit" class="button primary" value="Inscrever-se"><div class="fake-input-wrapper"><div class="fake-input"></div><div class="fake-button"></div></div></form></div></div>]]></content:encoded></item><item><title><![CDATA[#2 | sobre pessoas e sobre o tudo que tá a nossa volta]]></title><description><![CDATA[vamo olhar pro que importa?]]></description><link>https://www.textinhos.com.br/p/2-sobre-pessoas-e-sobre-o-tudo-que</link><guid isPermaLink="false">https://www.textinhos.com.br/p/2-sobre-pessoas-e-sobre-o-tudo-que</guid><dc:creator><![CDATA[Gabriel Goes]]></dc:creator><pubDate>Sat, 25 Mar 2023 12:09:13 GMT</pubDate><enclosure url="https://substack-post-media.s3.amazonaws.com/public/images/54bfe23e-8c49-4868-8bea-94df060f1443_1100x200.png" length="0" type="image/jpeg"/><content:encoded><![CDATA[<h2><strong>Voc&#234; sabe o que eu passei ano passado</strong></h2><p>Por Gabriel Goes</p><div class="preformatted-block" data-component-name="PreformattedTextBlockToDOM"><label class="hide-text" contenteditable="false">Text within this block will maintain its original spacing when published</label><pre class="text">Se eu falasse sobre ti 
Sobre qual parte exatamente falaria?
Da dureza dos dias?
Ou da alegria sem fim?

&#8230; o que &#233; aquilo vermelho?

Culpa, n&#227;o me julga
Te pe&#231;o desculpa
Pela aus&#234;ncia
O rancor, e todo o resto

A gente era maior que isso
E se desse pra esperar um pouco mais
Eu tenho certeza que valeria a pena
Tanto quanto o descanso
Que h&#225; muito te chama

Vermelho-chama como essa luz a piscar

Desculpa
Com um pouco de culpa
Sem nenhuma culpa

Deus, esse alerta vermelho n&#227;o p&#225;ra
Ele irradia nas minhas costas
Queima
Pisca sem parar

At&#233; que cessa 
Olho pra tr&#225;s
E n&#227;o tem nada mais

Ah, se desse pro tempo voltar
Menos vermelho escarlate deixar
O que d&#225; pra fazer agora?
N&#227;o tem pra onde ir
S&#243; deixar a l&#225;grima jorrar - secar

Levanta a cabe&#231;a
Olha pra frente
N&#227;o tem mais o que fazer
Arruma a mala
Pega um &#244;nibus
Vamo embora

Agora j&#225; &#233; tarde demais
Tentar de novo n&#227;o d&#225;
O alerta n&#227;o vai mais ligar</pre></div><h2>&#8226; O processo de se autoamar &#8226;</h2><p>Por Victoria Avancini</p><div class="preformatted-block" data-component-name="PreformattedTextBlockToDOM"><label class="hide-text" contenteditable="false">Text within this block will maintain its original spacing when published</label><pre class="text"><strong>I &#8226; A Descoberta &#8226;</strong>

Oi, Gar&#231;om, pra mim &#233; uma dosezinha de autoamor, por favor!

Me disseram que &#233; preciso se colocar em primeiro lugar.
Mas, como faz isso? Se eu nem sei onde eu quero estar?

Eu sigo teus passos como se fossem meus, (me iludo) acredito que as (tuas) escolhas que eu fiz foram feitas por amor &#224; mim.
Quando na verdade, foram por amor &#224; ti. Foi a&#237; que entendi que eu tinha esquecido de mim.

Tu, no meu vocabul&#225;rio, virou primeira pessoa.
Tudo do jeito que me foi ensinado para &#8226;n&#227;o&#8226; ser feito.

<strong>II &#8226; A &#226;nsia de me encontrar &#8226;
</strong>
Tento escrever.
Passar para o papel, na tentativa de traduzir o c&#243;digo do meu cora&#231;&#227;o.

Mas no meu peito, chega a ang&#250;stia. E ela toma conta.
No meu est&#244;mago, chega esse embrulho que faz caminho at&#233; a minha garganta.
Os olhos, inundados.
Mas nada sai. Quem sou eu?
Fico paralisada. N&#227;o me autorizo a sentir e me descobrir (nem com a boca fechada e nem com a caneta na m&#227;o)

Como se meu corpo dissesse: "Como ousa querer descobrir quem voc&#234; &#233; s&#243; agora?"

<strong>III &#8226; Compre um e ganhe outro &#8226;</strong>

Dizem por a&#237; que todo acontecimento vem junto com um aprendizado
E qual o aprendizado da nossa hist&#243;ria?

O autor da nossa hist&#243;ria n&#227;o escrevia h&#225; tempos;
Ficou animado com a possibilidade de voltar a escrever e come&#231;ar um novo livro;
Tirou do papel seu projeto e iniciou com muito entusiasmo;
A hist&#243;ria ficava perfeita ao longo das p&#225;ginas;
Mas, de repente, come&#231;ou a n&#227;o fazer mais sentido.
Ele cansou. Deu seu corte r&#225;pido. Sem cl&#237;max, sem contexto.
De qualquer jeito.
No susto.
No impulso.
Na intensidade (falsa) do imediatismo (como uma t&#237;pica v&#234;nus em &#225;ries)

<strong>IV &#8226; FIM &#8226;</strong>

Spoiler: o autor percebeu ao longo do tempo, que o problema n&#227;o estava nas hist&#243;rias que ele criava, estava nele.</pre></div><h2>Universo</h2><p>Por ChatGPT</p><p><em>Introdu&#231;&#227;o (por Gabriel Goes)</em>: Intelig&#234;ncia artificial tem sido uma grande pauta nos &#250;ltimos tempos: qual sua capacidade completa? Ela vai ser capaz de substituir os nossos empregos?</p><p>N&#227;o existe resposta definitiva pra isso ainda (&#233; o famoso: <em>vamo ver</em>). Mas uma coisa &#233; certa: a intelig&#234;ncia artificial tem uma capacidade absurda de fazer tarefas repetitivas e que tenham uma l&#243;gica clara. E o ser humano (ainda) &#233; essencial para apresentar e dar os comandos &#224; intelig&#234;ncia.</p><p>Uma das ferramentas que mais tenho utilizado &#233; o ChatGPT da OpenAI, que me ajuda a dar mais velocidade &#224;s atividades mais do dia a dia (obviamente que passando por uma avalia&#231;&#227;o criteriosa minha, e uma s&#233;rie de ajustes).</p><p>Considerando a capacidade de aprendizagem da intelig&#234;ncia artificial, apresentei ao Chat dois poemas meus, ent&#227;o ele foi capaz de entender meu estilo de escrita. Com isso lhe dei um comando simples, sobre um tema que gostaria de escrever mas ainda n&#227;o tinha uma ideia s&#243;lida: &#8220;Voc&#234; pode escrever um poema no meu estilo de escrita sobre o universo e a rela&#231;&#227;o espa&#231;o-tempo?&#8221;</p><p>Fiquei muito impressionado com o resultado, que voc&#234; pode conferir logo abaixo.</p><div class="preformatted-block" data-component-name="PreformattedTextBlockToDOM"><label class="hide-text" contenteditable="false">Text within this block will maintain its original spacing when published</label><pre class="text">O universo &#233; um espa&#231;o infinito
E o tempo &#233; uma dan&#231;a c&#243;smica
Entre as estrelas e os planetas
O espa&#231;o-tempo &#233; a trama
Que une todas as coisas
Em um tecido c&#243;smico

As gal&#225;xias giram em torno de si mesmas
E ao mesmo tempo em torno umas das outras
Criando um ballet celestial
Onde a luz viaja em velocidade m&#225;xima
E os buracos negros se escondem nas sombras

Mas o universo &#233; mais do que isso
&#201; uma sinfonia de energia e mat&#233;ria
Uma explos&#227;o de vida e morte
Uma dan&#231;a entre o caos e a ordem
Onde tudo est&#225; em constante movimento
E nada &#233; realmente est&#225;tico

O espa&#231;o-tempo &#233; a express&#227;o da eternidade
Onde o passado, o presente e o futuro
S&#227;o apenas facetas de uma mesma realidade
E a nossa exist&#234;ncia &#233; apenas um fragmento
De um todo muito maior

Mas ainda assim, somos parte do universo
E o universo &#233; parte de n&#243;s
Somos uma centelha de luz
Em meio a um oceano de escurid&#227;o
E cada escolha que fazemos
Cada passo que damos
&#201; uma pequena contribui&#231;&#227;o
Para a grande dan&#231;a c&#243;smica.</pre></div><p>vejo voc&#234; no pr&#243;ximo s&#225;bado de final de m&#234;s, dia 29 de Abril, pontualmente &#224;s 09h09, na sua caixa de entrada.</p><p><em>at&#233; l&#225;!</em></p>]]></content:encoded></item><item><title><![CDATA[#1 | começos]]></title><description><![CDATA[a gente sempre tem que come&#231;ar (ou recome&#231;ar) por algum lugar.]]></description><link>https://www.textinhos.com.br/p/1-comecos</link><guid isPermaLink="false">https://www.textinhos.com.br/p/1-comecos</guid><dc:creator><![CDATA[Gabriel Goes]]></dc:creator><pubDate>Sat, 25 Feb 2023 12:09:54 GMT</pubDate><enclosure url="https://substack-post-media.s3.amazonaws.com/public/images/54bfe23e-8c49-4868-8bea-94df060f1443_1100x200.png" length="0" type="image/jpeg"/><content:encoded><![CDATA[<p>oi! gabriel aqui. fevereiro t&#225; acabando - e o ano novo brasileiro finalmente come&#231;ando, n&#233;?</p><p>muito obrigado por ser um dos primeiros assinantes de textinhos.</p><p>seja bem-vindo ao nosso primeiro volume.</p><p><em>enjoy your stay. bom fim de semana e boa leitura &lt;3</em></p><div><hr></div><h2>Come&#231;ar (Recome&#231;ar) | por mim</h2><div class="preformatted-block" data-component-name="PreformattedTextBlockToDOM"><label class="hide-text" contenteditable="false">Text within this block will maintain its original spacing when published</label><pre class="text">A semente que cai no ch&#227;o
O primeiro beijo
Uma explos&#227;o no espa&#231;o sideral

Um loop que te engole
De come&#231;os e de fins
De reboots e de sequ&#234;ncias

Uma introdu&#231;&#227;o apressada
Um final anticlim&#225;tico
Tentar de novo at&#233; o resultado da f&#243;rmula mudar

O eterno retorno
Lembra-te que o come&#231;o e o fim s&#227;o iguais
Resta no meio fazer valer a pena

E quando a tempestade passar&#8230;

(Uma outra semente vai pro ch&#227;o
Um novo primeiro beijo
O estrondo de outra explos&#227;o)</pre></div><div><hr></div><h2>A Fome e o Lobo | por Rigel Castelo</h2><p>Era uma vez um Lobo que morava numa floresta perto de uma vila. Seus dias eram mansos e a floresta oferecia a ele todas as coisas que precisava: abrigo, &#225;gua e comida. Havia muita vida l&#225;, centenas de &#225;rvores, in&#250;meras flores e muitas presas para ele ca&#231;ar! A divers&#227;o era tanta que sempre ele estava a cantar, cada palavra proferida, havia de rimar! H&#225; tempos que n&#227;o aparecia outro como ele na regi&#227;o, ent&#227;o, sobrava muito mais comida para ele, que comil&#227;o! Todos os outros tinham medo dos humanos que moravam na vila, mas o nosso Lobo era mais esperto! Contanto que ele n&#227;o chegasse muito perto, ele estaria seguro, se esgueirando com sucesso.&nbsp;</p><p>Uma noite, o Lobo viu v&#225;rias ovelhinhas entrarem num casebre, elas iam ser presas f&#225;ceis e ele teria um banquete! Por&#233;m, ao se aproximar, um homem apareceu antes que ele pudesse as abocanhar, e disparou uma espingarda em sua dire&#231;&#227;o, causando um estrondo e afugentando o Lobo que correu rumo &#224; escurid&#227;o. Pouco tempo depois o Lobo percebeu estar ferido, mas para sua felicidade o tiro havia pegado de rasp&#227;o! Ele falou para si mesmo &#8220;Isso &#233; o que d&#225; ser enxerido!" e toda vez que o Lobo cogitava voltar, pensava: &#8220;Melhor n&#227;o!&#8221;</p><p>Muito tempo se passou, mas o Lobo e a floresta j&#225; n&#227;o eram os mesmos. Tinham menos &#225;rvores, poucos animais e o rio estava ficando seco. O Lobo farejava comida, mas n&#227;o encontrava nada! Ele passou dias e dias apenas bebendo &#225;gua. As esperan&#231;as dele estavam morrendo, mas tinha algo de que ele estava esquecendo! A vila pr&#243;xima da floresta era farta, com muitas crian&#231;as, ovelhas e at&#233; animais da mata! O Lobo pensou um pouco e olhou para tr&#225;s, ali n&#227;o era mais a casa dele, apenas uma floresta morta e nada mais.</p><p>O Lobo ent&#227;o se aproximou da vila e esperou a noite cair, esperou e esperou at&#233; ningu&#233;m mais das casas sair. Pulou pelas sombras, &#225;gil, silencioso como um sopro! Parte devido &#224; Fome, parte por que ele era pele e osso. Ele estava de olho naquela casinha das ovelhas, se ele chegasse l&#225;, com certeza haveria uma ceia! O Lobo chegou no ovi&#225;rio sem demora, o cheiro das ovelhas era forte e doce, como amora. Salivando, ele adentrou na casa, mostrando os dentes, &#8220;Vou ter meu t&#227;o sonhado banquete, finalmente!&#8221;. O Lobo ent&#227;o se deparou com uma solit&#225;ria ovelha, e ao redor dela, dezenas de carca&#231;as vermelhas. A ovelha notou o Lobo se aproximar e levantou-se vagarosamente, para a surpresa do Lobo ela era mag&#233;rrima, n&#227;o serviria nem para palitar os dentes! Ela olhava o Lobo com seus olhos amarelos, impass&#237;veis enquanto seu corpo cambaleava. Enquanto isso o Lobo se aproximava e cantarolando ele perguntara:</p><p>&#8212; Voc&#234; n&#227;o vai correr, gritar ou chorar? H&#225; tempos que n&#227;o escuto ningu&#233;m implorar!</p><p>&#8212; Por que eu deveria? &#8212; A ovelha falou. &#8212; Voc&#234; finalmente me encontrou e veio encerrar a minha dor, eu deveria te agradecer, velho amigo.</p><p>&#8212; Do que voc&#234; est&#225; falando? Ficar de frente com a morte te deixou delirando? &#8212; O Lobo sorria cada vez mais! Lambendo a saliva por antecipa&#231;&#227;o dizendo &#8220;O que a morte n&#227;o faz!&#8221;.</p><p>&#8212; Voc&#234; ainda n&#227;o aprendeu nada sobre ela. &#8212; A ovelha ainda estava cambaleando, por&#233;m seus olhos fitavam o Lobo incessantemente. &#8212; A morte &#233; uma extens&#227;o da vida. Assim que voc&#234; me matar, voc&#234; vai prolongar seu pr&#243;prio sofrimento, se alimentando apenas da esperan&#231;a que amanh&#227; voc&#234; ter&#225; outra carne para derreter em suas presas, e eu estarei no sono profundo, aguardando nosso pr&#243;ximo encontro. H&#225; dor na morte mas na morte em si n&#227;o h&#225; dor. Eu sei disso porque j&#225; fizemos isso centenas de vezes, eu e voc&#234;.</p><p>O Lobo s&#243; poderia estar ficando louco, seus pensamentos foram perdendo sentido pouco a pouco. Aquelas informa&#231;&#245;es atingiram o est&#244;mago do Lobo faminto como um soco!&nbsp;</p><p>&#8212; N&#227;o adianta tentar me confundir! Voc&#234; &#233; a &#250;nica ovelha que restou aqui! N&#227;o h&#225; comida em nenhum lugar, n&#227;o fique achando que vai escapar de mim. &#8212; e voltou assim, o Lobo a sorrir.</p><p>&#8212; Olhe ao redor, n&#227;o h&#225; escapat&#243;ria, n&#227;o h&#225; comida na floresta e n&#227;o h&#225; comida na relva. O pasto ainda mancha a terra de verde, mas a verdade &#233; que essa floresta foi assassinada. Por quem? Voc&#234; pode se perguntar, talvez tenham sido os homens que fundaram essa vila e derrubaram as &#225;rvores antigas, mais antigas do que suas pr&#243;prias linhagens, talvez tenha sido a for&#231;a do destino ou talvez tenha sido voc&#234;. &#8212; As listras horizontais dos olhos da ovelha se dilataram, refletindo a luz da lua que projetava a penumbra dentro daquele Ovi&#225;rio e refletiu tamb&#233;m o Lobo, que se viu no reflexo da alma de sua presa.</p><p>&#8212; Espere, certamente n&#227;o fui eu! Eu amava essa floresta, que tudo me deu! &#8212; A Fome fazia as pernas do Lobo tremerem, ou seria o medo cru que torcia suas entranhas?. &#8212; Quem voc&#234; acha que &#233; para me acusar assim? Isso ser&#225; o seu fim!</p><p>&#8212; Sou insignificante perante a tudo, na verdade, eu sou a aus&#234;ncia. Sou a seca dos rios e as &#225;rvores mortas que acolhem ninhos abandonados. Sou os pastos desgastados e o rebanho que agora nutre seu solo. Sou a noite que julga numa balan&#231;a a exist&#234;ncia de duas civiliza&#231;&#245;es. Sou uma piada sem gra&#231;a de entidades entediadas. Eu sou a sua e a minha Fome, hoje eu sou uma ovelha, mas amanh&#227; eu serei voc&#234;. &#8212; No reflexo de seus olhos o Lobo estremeceu, sua boca e seus dentes estavam secos, o Lobo tentou correr mas estava muito fraco, ele s&#243; conseguia encarar o vazio dos olhos da ovelha e descobriu que era capaz de chorar. &#8212; Eu voltarei ao solo assim como voc&#234;, abutres se alimentar&#227;o de nossa carca&#231;a, os vermes e fungos ir&#227;o limpar nossos ossos at&#233; que o deserto se aproprie das nossas cinzas. No fim voc&#234; renascer&#225; em uma outra floresta, em uma outra vila, em uma outra vida, e eu estarei esperando voc&#234;. Neste mesmo lugar, com outro nome, em outra pele.</p><p>O cora&#231;&#227;o do Lobo batia forte obrigando-o a escutar o pr&#243;prio cron&#244;metro acelerado que marcava o fim de sua insignificante vida, ele pensou em protestar, pensou em atacar a ovelha, em saciar a Fome, pensou em sua casa, at&#233; que com um estrondo uma bala atravessou sua garganta, derrubando ele no ch&#227;o. O Lobo n&#227;o tinha mais for&#231;as, seus &#250;ltimos momentos teriam de ser observar aquele homem e a ovelha que se sentava novamente&#8230;&nbsp;</p><p>Sem for&#231;as para falar o Lobo ficou s&#243; a observar. &#8220;Parece que iremos sofrer mais um pouco desta vez.&#8221; disse a ovelha enquanto descansava a cabe&#231;a em sua anca fechando seus olhos, e assim o Lobo tamb&#233;m o fez. Ouvindo os grilos cantar, ali estavam os tr&#234;s, quando a ovelha se p&#244;s a falar novamente: &#8220;Era uma vez.&#8221;</p><div class="captioned-image-container"><figure><a class="image-link image2" target="_blank" href="https://substackcdn.com/image/fetch/$s_!TvN2!,f_auto,q_auto:good,fl_progressive:steep/https%3A%2F%2Fsubstack-post-media.s3.amazonaws.com%2Fpublic%2Fimages%2F76aa8fb2-44ff-49bb-bc20-8d984982aabd_256x256.jpeg" data-component-name="Image2ToDOM"><div class="image2-inset"><picture><source type="image/webp" srcset="https://substackcdn.com/image/fetch/$s_!TvN2!,w_424,c_limit,f_webp,q_auto:good,fl_progressive:steep/https%3A%2F%2Fsubstack-post-media.s3.amazonaws.com%2Fpublic%2Fimages%2F76aa8fb2-44ff-49bb-bc20-8d984982aabd_256x256.jpeg 424w, https://substackcdn.com/image/fetch/$s_!TvN2!,w_848,c_limit,f_webp,q_auto:good,fl_progressive:steep/https%3A%2F%2Fsubstack-post-media.s3.amazonaws.com%2Fpublic%2Fimages%2F76aa8fb2-44ff-49bb-bc20-8d984982aabd_256x256.jpeg 848w, https://substackcdn.com/image/fetch/$s_!TvN2!,w_1272,c_limit,f_webp,q_auto:good,fl_progressive:steep/https%3A%2F%2Fsubstack-post-media.s3.amazonaws.com%2Fpublic%2Fimages%2F76aa8fb2-44ff-49bb-bc20-8d984982aabd_256x256.jpeg 1272w, https://substackcdn.com/image/fetch/$s_!TvN2!,w_1456,c_limit,f_webp,q_auto:good,fl_progressive:steep/https%3A%2F%2Fsubstack-post-media.s3.amazonaws.com%2Fpublic%2Fimages%2F76aa8fb2-44ff-49bb-bc20-8d984982aabd_256x256.jpeg 1456w" sizes="100vw"><img src="https://substackcdn.com/image/fetch/$s_!TvN2!,w_1456,c_limit,f_auto,q_auto:good,fl_progressive:steep/https%3A%2F%2Fsubstack-post-media.s3.amazonaws.com%2Fpublic%2Fimages%2F76aa8fb2-44ff-49bb-bc20-8d984982aabd_256x256.jpeg" width="208" height="208" data-attrs="{&quot;src&quot;:&quot;https://substack-post-media.s3.amazonaws.com/public/images/76aa8fb2-44ff-49bb-bc20-8d984982aabd_256x256.jpeg&quot;,&quot;srcNoWatermark&quot;:null,&quot;fullscreen&quot;:null,&quot;imageSize&quot;:null,&quot;height&quot;:256,&quot;width&quot;:256,&quot;resizeWidth&quot;:208,&quot;bytes&quot;:33166,&quot;alt&quot;:null,&quot;title&quot;:null,&quot;type&quot;:&quot;image/jpeg&quot;,&quot;href&quot;:null,&quot;belowTheFold&quot;:true,&quot;topImage&quot;:false,&quot;internalRedirect&quot;:null,&quot;isProcessing&quot;:false,&quot;align&quot;:null,&quot;offset&quot;:false}" class="sizing-normal" alt="" srcset="https://substackcdn.com/image/fetch/$s_!TvN2!,w_424,c_limit,f_auto,q_auto:good,fl_progressive:steep/https%3A%2F%2Fsubstack-post-media.s3.amazonaws.com%2Fpublic%2Fimages%2F76aa8fb2-44ff-49bb-bc20-8d984982aabd_256x256.jpeg 424w, https://substackcdn.com/image/fetch/$s_!TvN2!,w_848,c_limit,f_auto,q_auto:good,fl_progressive:steep/https%3A%2F%2Fsubstack-post-media.s3.amazonaws.com%2Fpublic%2Fimages%2F76aa8fb2-44ff-49bb-bc20-8d984982aabd_256x256.jpeg 848w, https://substackcdn.com/image/fetch/$s_!TvN2!,w_1272,c_limit,f_auto,q_auto:good,fl_progressive:steep/https%3A%2F%2Fsubstack-post-media.s3.amazonaws.com%2Fpublic%2Fimages%2F76aa8fb2-44ff-49bb-bc20-8d984982aabd_256x256.jpeg 1272w, https://substackcdn.com/image/fetch/$s_!TvN2!,w_1456,c_limit,f_auto,q_auto:good,fl_progressive:steep/https%3A%2F%2Fsubstack-post-media.s3.amazonaws.com%2Fpublic%2Fimages%2F76aa8fb2-44ff-49bb-bc20-8d984982aabd_256x256.jpeg 1456w" sizes="100vw" loading="lazy"></picture><div></div></div></a></figure></div><div><hr></div><h2>cita&#231;&#227;ozinha &#128172;</h2><blockquote><p>&#8220;Em breve ningu&#233;m estar&#225; mais em nenhuma parte, nem tampouco ver&#225;s nenhuma dessas pessoas que na atualidade vivem. Porque todas as coisas nasceram para transformar-se, alterar-se e destruir-se, a fim de que nas&#231;am outras a seguir.&#8221;</p></blockquote><p><strong>Marco Aur&#233;lio</strong>, trecho do livro Medita&#231;&#245;es.</p><div><hr></div><p>vejo voc&#234; em breve.</p><p>o volume #2 de textinhos vem no dia <strong>25 de mar&#231;o de 2023</strong>, sempre no &#250;ltimo s&#225;bado do m&#234;s.</p><p><em>at&#233; l&#225;!</em></p><div class="subscription-widget-wrap-editor" data-attrs="{&quot;url&quot;:&quot;https://www.textinhos.com.br/subscribe?&quot;,&quot;text&quot;:&quot;Inscrever-se&quot;,&quot;language&quot;:&quot;en&quot;}" data-component-name="SubscribeWidgetToDOM"><div class="subscription-widget show-subscribe"><div class="preamble"><p class="cta-caption">Obrigado por ler <strong>textinhos</strong>! 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